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Morar perto do trabalho garante mais qualidade de vida, mas nem sempre é viável

Morar perto do trabalho garante mais qualidade de vida, mas nem sempre é viável
Posted: out 24, 2017
Categorias: Notícias
Comentários: 0
Autor: marketing

Deslocamentos menores garantem menos tempo nos congestionamentos e mais tempo para o lazer. Saiba quais as soluções para conseguir alcançar essa equação

A busca por mais qualidade de vida se tornou uma constante para população das grandes cidades. Seja para fugir do trânsito caótico, do agito ou para buscar uma rotina menos acelerada, são vários as alternativas para tentar uma relação mais tranquila com a cidade. Os bairros mais verdes ou a escolha de um lugar fora dos grandes centros urbanos já são opções reais. Porém, essa busca também tem mudado a forma de se relacionar com o trabalho, já que algumas mudanças no âmbito profissional também são capazes de proporcionar bem-estar no dia a dia.
A forma como as cidades enfrentam os grandes congestionamentos hoje é herança da revolução industrial. “Naquela época, todos os horários foram sincronizados e, enquanto for assim, os engarrafamentos vão acontecer”, explica Francisco Cunha, formado em Arquitetura e Urbanismo e sócio da TGI Consultoria e Gestão. O problema acontece de forma mais forte porque os horários de entrada e saída do trabalho são basicamente na mesma hora.
Outra herança do modernismo industrial, segundo Francisco Cunha, é a forma como os cidadãos são zoneados nas cidades, já que, de uma forma geral, existe um lugar para morar, outro para trabalhar e um para o lazer. “É preciso estar conectado com carro ou com um bom transporte público. E tem a questão também que antigamente existiam poucos carros e hoje fica difícil chegar com rapidez”, acrescenta. 

O uso múltiplo do solo é importante nesse processo. Ou seja, os lugares residenciais não devem ser isolados para, desta forma, diminuir os impactos. “Tem que ter moradia, comércio, serviços, lazer, saúde e emprego próximos. De preferência, até no próprio prédio”, afirma James Wright, professor de Estratégia da Universidade de São Paulo e coordenador do Profuturo-Fia. Francisco Cunha reforça que ter esses elementos juntos ajuda na ocupação da cidade. “Não adianta ter só uma coisa ou outra porque fica isolado e se torna perigoso. É preciso ter gente circulando para que aquele local não tenha os horários de uso limitados com espaços construídos desocupados. As ruas só são seguras quando tem gente circulando”, completa.

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